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PSICOTERAPIA INFANTOJUVENIL
 

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A psicoterapia infantojuvenil, fundamentada na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), é um processo de acompanhamento psicológico voltado para crianças e adolescentes, considerando suas especificidades de desenvolvimento, suas formas próprias de expressão e o contexto em que estão inseridos. Trata-se de um espaço de escuta, acolhimento e respeito à singularidade, no qual a criança ou o adolescente é reconhecido como sujeito de sua experiência e participante ativo do processo psicoterapêutico.
 

O psicoterapeuta oferece um ambiente seguro, empático e livre de julgamentos, sustentado pela presença, pela congruência e pela compreensão empática. Seu papel é o de facilitador do processo, acompanhando a criança ou o adolescente no contato com suas vivências, emoções e relações, respeitando seu tempo, seus limites e sua maneira particular de se comunicar com o mundo.
 

No atendimento a crianças, a psicoterapia se organiza principalmente por meio do brincar e das expressões lúdicas, que constituem sua principal forma de comunicação. Através de brincadeiras, jogos, desenhos e histórias, a criança pode expressar sentimentos, conflitos, medos e experiências que ainda não conseguem ser elaborados verbalmente. O brincar não é apenas um recurso, mas um meio legítimo de expressão e elaboração, possibilitando à criança dar sentido às suas vivências e ao mundo que a cerca.
 

Com adolescentes, o processo psicoterapêutico passa a incluir de forma mais significativa a fala, o diálogo e a reflexão, sem desconsiderar outras formas de expressão. A psicoterapia se torna um espaço para acolher os conflitos, ambivalências, questionamentos e transformações característicos dessa fase do desenvolvimento. O psicoterapeuta busca oferecer uma escuta que respeite a necessidade de autonomia do adolescente, ao mesmo tempo em que sustenta um vínculo seguro para a elaboração emocional e a construção da identidade.
 

Em ambas as fases, a psicoterapia infantojuvenil não se propõe a corrigir comportamentos ou oferecer respostas prontas, mas a favorecer o contato da criança e do adolescente com seus sentimentos, necessidades e possibilidades. O processo pode envolver momentos de desconforto, resistência e questionamento, sendo compreendido como parte do desenvolvimento emocional e da construção de novos sentidos sobre si e sobre suas relações.
 

O espaço psicoterapêutico possibilita a expressão, elaboração e ressignificação das experiências, auxiliando no desenvolvimento emocional, na ampliação do conhecimento de si e na construção de formas mais saudáveis de se relacionar consigo, com o outro e com o mundo. Ao longo do processo, o vínculo psicoterapêutico contribui para o fortalecimento da autoestima, da autonomia e da capacidade de lidar com os desafios próprios de cada etapa da vida.
 

A psicoterapia infantojuvenil, assim, se constitui como um processo cuidadoso e contínuo, que respeita as diferenças entre infância e adolescência, ao mesmo tempo em que reconhece o potencial de crescimento e desenvolvimento presente em cada criança e adolescente.

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